Cotidiano · Utilidade Pública

Dia das Crianças e Feriado pra nós Jovens Velhos

Olá infantil leitor!

Semana passada rolou o famigerado dias das crianças, teve feriadinho e tudo mais, como sempre? Ganharam presentinhos?

O bom do dia das crianças é quando se é criança, não é mesmo? Depois você passa a ter que dar presentes por outros, e o dia acaba virando apenas mais um feriado por vir, o qual ansiamos como qualquer outro! Êta vida adulta do cão, sô!

Eu tive que dar presentinho sim, não por obrigação, óbvio. Acho que quando se presenteia alguém é dar algo de coração, não é mesmo? É até legal na verdade, porque nesses casos são pessoas que conhecemos bem e queremos vê-las contente com o presente, então procuramos algo que agrade e como conhecemos a pessoa, fica mais fácil.

Essa música traduz um pouco…

Fácil entre aspas, né! Apesar disso se tem um longo caminho a percorrer sobre que tipo de presente dar. Brinquedo? Roupas? Acessórios? As opções são muitas e a paciência é pouca. Fiz o que qualquer ser humano contemporâneo faria, pesquisei no Google.

Ah, detalhe que é um presente para uma criança de 2 anos, isso é algo importante de se levar em conta, né! Bom, continuando, comecei minhas pesquisas, é impressionante o total de resultados que podemos encontrar na internet para qualquer produto. Com o aumento das lojas virtuais as opções para cada tipo de produto cresceram exponencialmente. Você acha o que você quiser, da cor que quiser, tamanho, estampa, etc.

Durante essas pesquisas fui impactada por um anúncio de body infantil personalizado e foi amor a primeira vista! É uma estampa mais linda do que a outra, diversas opções legais, e o melhor, diferente do padrão, sabe? Nessa idade parece que tudo é fofinho demais, e essa loja era o oposto, é algo como uma moda alternativa direcionada ao público infantil e os pais. Fiquei encantada.

Acabei comprando dois bodys, lindos demais! Minha bff amou! Fiquei muito feliz por isso, mas eu já sabia, obviamente, que ela ia amar, era a cara dela as estampas!!!

Conheça a loja, chama Viela 43, o link está acima. O melhor de tudo foi que ganhei 10% na primeira compra, super legal.

Se você não viu o último artigo, clique aqui.

Bom, agora vamos continuar trabalhando porque a semana tá só começando!

Bjs migos!

Cotidiano · Tecnologia

FALA QUE EU TE ESCUTO – A ERA DO AUDIOBOOK

Olá, domesticado leitor.

Hoje pensei em começar o post falando de sentimentos, mas o que são os sentimentos senão um vasto pacote de pipoca de microondas cujas pipocas nunca estouram do jeito certo e só se salvam punhados encharcados de sal?

Eu não quero ser o profeta dos sentimentos tecnológicos. Vamos mudar de assunto.

Em um tópico relacionado, soube que uma amiga minha, muito fã de Game Of Thrones segredou para mais de 500 amigos no Facebook que gostaria que o livro da série fosse um audiobook, para que ela então pudesse ouvir o livro enquanto cozinha e dá conta de tantas outras atividades domésticas corriqueiras e lúdicas do dia a dia de uma moça moderna e linda.

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Como conciliar a vida no condado e a vida moderna?

Não é interessante? Pois se tem uma prática tecnológica que me intriga (sem me seduzir) é o tal do audiobook. Me parece interessante ouvir histórias enquanto se cuida da vida. O sentimento ao ler é de entrega, esquecimento do mundo exterior. Como administrar isso tendo que ficar de olho nas panelas?

Vejam, não é uma crítica. Jamais criticaria uma amiga que vem de outro estado e ainda me traz cookies e outros sabores achocolatados. Não é isso. O fato é que acho mesmo intrigante conseguir ouvir uma história e ainda prestar atenção no resto do universo.

Senão, vejamos. Os audiobooks que sempre que vejo nas livrarias e bancas são de livros de auto-ajuda, ou histórias fofas de cachorrinhos sapecas. Até aí é fácil escutar toda a falação e continuar de olho na mistura. Se a história não exige muita atenção, acredito que o audiobook é até mais indicado que o livro regular, posto que você liberta as mãos e o cérebro pra outras atividades periféricas.

Agora, imagina que louco lavar a louça, por exemplo, ouvindo o audiobook de O Cemitério, do nosso valoroso Stephen King? Imagina a quantidade alucinada de louça que eu derrubaria a cada susto, a cada novo defunto voltando à vida e Deus que me livre todas aquelas descrições do cemitério maldito? Cê acha? Cê acha que eu tenho a habilidade de ficar sozinha na cozinha lavando louça e ouvindo as capetices do Stephen King? Isso que nem entramos no mérito de quem seria o narrador da história. Imagina que louco colocar o Derek Green pra narrar O Cemitério?

Tenho saúde emocional pra isso? Não tenho.

Pois mesmo Game Of Thrones me parece complicado acompanhar só com as orelhinhas. É que eu assisti alguns episódios da série e GENTE. É cheia de reviravoltas, loucuras, sangue, suor e magia a história, né? Se sou eu que tô no carro, parada no sinal vermelho retocando a maquiagem enquanto ouço GOT, chegaria no trampo feito um palhaço macabro e bêbado, tal qual estaria o estado da minha maquiagem.

Seria isso uma incapacidade minha, não conseguir amar os audiobooks? Serei eu a última da face da terra a ler no livro de papel, toda contentinha por carregar livro pesado na bolsa? O universo sendo tão gigante e imenso quanto nossas orelhas, posso me manter usando-as apenas para músicas e conversinhas secretas?

O que dirão os leitores do RMM? Estou louca pra ouvir. Mas escrevam, não me venham com podcast.

Utilidade Pública

DIA MUNDIAL DO DIABETES

Olá, consciente leitor!

O dia mundial do combate ao Diabetes está chegando e estou aqui para comentar a respeito dessa condição que confesso, não sabia nada e agora tenho a dimensão do que ela representa para muitas pessoas.

O ano passado a campanha contou com o apoio de diversas estrelas, incluindo o “galinho de Quintino”, se você não sabe quem é, eu te digo querido leitor: é o Zico!

Aquele mesmo que jogava no Flamengo e batia faltas como ninguém. Dá uma olhada no vídeo:

Lembrou, né? Muito legal a participação de pessoas famosas como ele. Passei a achar isso principalmente quando soube mais sobre a doença, como mencionei acima.

O diabetes, quando não associado há algum trauma psicológico ou condição específica está intimamente relacionado com a má alimentação! E pior, obesos tem maior propensão a adquirir essa doença devido ao seu histórico de má alimentação, excluídos fatores hereditários.

E fica ainda pior, no brasil mais de 60% da população está com sobrepeso, é o primeiro passo para a obesidade! Isso é muito louco, quase caí da cadeira quando soube! E mais, o índice de sobrepeso é altíssimo sobretudo na população mais pobre. As pessoas se alimentam muito mal!

Os remédios tomados pelos diabéticos como o Forxiga e Metformina ajudar a manter os índices de glicemia baixos, porém, não podem fazer muito se o paciente continuar se alimentado e maneira errada. Somado a alimentação, a falta de atividade físicas, leia-se sedentarismo é outro fator que pesa negativamente nos diabéticos.

Associado a diabetes surgem diversas complicações, como pressão alta, má cicatrização, problemas nos olhos, inflamações dos órgãos, pés diabéticos, etc. Como dizem alguns médicos, o Brasil e o mundo estão em estado de calamidade, a diabetes se tornou uma epidemia que precisa ser combatida imediatamente.

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Logo da campanha.

Pelo que andei lendo, a maioria dos médicos e nutricionistas tem uma visão equivocada e atrasada sobre a doença. Apesar do avanço das pesquisas pelo mundo afora, parece ainda ser regra por aqui que a doença não tem cura nem se pode tratá-la de outra maneira a não ser com remédios.

Esses especialistas acabam se esquecendo que a alimentação já foi comprovadamente utilizada para melhorar a vida de milhares de pacientes, que hoje consegue conviver tranquilamente com a doença e controlá-la de maneira eficiente, somente por ter modificado seus hábitos de alimentação.

O nome do vilão do diabetes é carboidrato! Embora ninguém fale disso. Infelizmente ainda existem muitos mitos que cercam a doença e que pouquíssimas pessoas insistem em dize-los.

Fica aqui minha colaboração para a conscientização da população, vamos ser saudáveis e pessoas melhores!

Beijos!

Cotidiano

KARAOKÊ: A EXPERIÊNCIA

Olá, afinado leitor.

Agita a alma do povo, sacode a cabeleira de toda a gente, quem é que pode dizer o que mais faz a nossa voz vazar por todos os canais de áudio da nação do que ir a um karaokê no final de semana?

Amigos, a ocasião é de soltar o pequeno Pavarotti que existe dentro de você e deixar que o mundo diga qual é a sua nota, de zero a dez. Não tenha medo, pegue o microfone e siga seu coração.

Só precisa: chamar os amigos (se tiver algum), preparar o gogó e ter habilidade no manejo de controle remoto.

Nunca tinha frequentado um karaokê enquanto estabelecimento comercial exclusivo desta arte milenar. Neste final de semana fui à uma autêntica casa do ramo e posso dizer que a sensação é única, é voraz, é inebriante, é salutar. É preciso estar bêbado.

Chegando no karaokê o que você tem a fazer é sentar e esperar que alguém dê início aos trabalhos. Isso pode levar horas, vá com uma roupa confortável e com muita disposição para afogar sua timidez pueril em muitos copos de cerveja (nela esteja sua solidão).

É assim, SQN! rs
É assim, SQN! rs

Aguarde aproximadamente 75 minutos até que um caboclo de alma boa finalmente se prontificará a cantar a primeira música, mais por culpa em estar pagando pela hora em um karaokê e não estar cantando do que por vontade de cantar, verdadeiramente. No frigir dos ovos isso não faz diferença alguma, por que nascemos só pra cantar.

Cerveja vai, cerveja vem. O dono do local deixa garrafas na porta da sala, como uma oferenda gelada aos deuses da melodia. Pelo andar da carruagem é de se pensar que os deuses da melodia odeiam cerveja, por que.

A cantoria vai de mal a pior, embora a empolgação e a conversa paralela já tenham ido até a Lua e voltado. Falando em ir e voltar, alguns inconsequentes escolherão músicas e sairão pra fumar bem na sua vez de cantar, fazendo com que tímidos incautos tenham que se responsabilizar por canções que não lhe dizem nada.

Não lhe dizem nada e assim a noite prossegue.

Vai ter um manolo carrancudo que fará cara feia para cada música tosca escolhida, o que é prova de muito comprometimento com o programa, já que via de regra 99% das músicas cantadas em karaokê são toscas.

Você descobrirá novas amizades, pensará com carinho em seus desafetos e deixará saudade do tempo em que as pessoas guardavam seu talento vocal para o chuveiro.

Mas você foi avisado.

Tecnologia

ANDROID E A SOCIEDADE DE PICARETAS

Olá, sussurrante leitor.

Eis que bato em sua porta e te peço ajuda. Eis que chego esmigalhada de cansaço e te pergunto se nossas almas ainda são compatíveis no caso de um possível, mas pouco desejado, transplante de mentes. Seria mesmo isto perigoso para a minha integridade? E para a sua?

O que queremos, afinal, quando deixamos um estranho nos add em todas as redes sociais? Sedução, malícia, contatos no trabalho? Qual parte do ‘não converse com estranhos’ você não entendeu e por que me olhas com tanta maldade? Por acaso revirei seu lixo enquanto você dormia? Como tem tanta certeza de que fui eu?

O ser humano hoje não quer mais ficar sozinho um minuto que seja, ele quer pequenas cápsulas de companhia e amor, ele quer mentions, quer beijos virtuais, quer rodar o mundo e publicar fotos na hora, quer ter o bagde mais lindo, o sticker mais exclusivo.

Ilustração de Edward McGowan.
Ilustração de Edward McGowan.

Mas qual é o motivo disso?

Posso rir por você achar que eu tinha a resposta para esta pergunta?

Posso chorar por descobrir, angustiada, que não tenho resposta alguma?

Leitorzinho querido, o mundo é vasto. Vasto mesmo, coisa que não cabe no seu bilhete único. Por isso inventaram a internet. Pra fazer o mundo caber na sua vida. Só que não é fácil. É complicado. É todo dia. É esforço, disciplina e grana. É suor, simpatia e cerveja. É você e a tecnologia, de mãos dadas forjando uma vida melhor. Ou que pelo menos pareça melhor pra todos que seguem suas atualizações nas redes sociais.

A RMC (Rede Mundial de Computadores) exige cada vez mais de nós. Nos sentimos pequeninos se não temos o aparelho do momento, o app da moda, se não entendemos o meme que a gatinha tá falando. Quem é a hashtag do twitter? Não sabemos. Mas tentamos. Corremos atrás.

Comprei um smartphone. Poderia dizer que é o meu primeiro smartphone, já que o anterior também o era, mas não era tão esperto quanto o atual. Por que o meu novo smartphone vem com Android e é um mundo novo que se abre, são portas que se desbloqueiam e baterias que nunca carregam.

Vamos falar um tantinho sobre isso? Vamos. Precisa ser agora? Precisa.

Ao planejar a compra da picareta que irá cavar seu lugar no mundo digital muitas vezes somos compelidos a optar por ferramentas da Apple. Por ser mais caro e cool, é o wanna have inconsciente de todo cidadão que entenda dois centavos de tecnologia cibernética. O sentimento aqui é de ostentação e vem antes até do custo x benefício, já que o custo é alto e a vida útil dos apetrechos digitais é sempre curta (moda passa rápido).

Agora, se estamos falando de liberdade, doideira e espírito selvagem, estamos falando de Android. Mais acessível e malandrinho, o Android vem na contramão da mesmice na terra dos gigabytes. Apenas almas revolucionárias, como Che Guevara, Martin Luther King e Oscarito usavam Android. Já no mundo atual, temos grandes nomes como Eric Franco, Ana Guadalupe e outras pessoas que não tenho certeza. Mas já deu pra ilustrar que estou no time correto.

Vai daí que estou aqui com meu novo smartão, toda sapequinha, toda antenada e me pergunto: quais apps são legais para os usuários de Android? No que ela é feita, pego a pergunta no ar, rodopio e jogo no seu colo: quais apps você androider usa, segue, indica e lista?

Quem aqui bate no peito, dá uma reboladinha até o chão, volta, gira e diz na cara da sociedade: uso android e sou pleno de sabedoria! Quem? Se você é uma dessas pessoas que está a frente do seu tempo, cola aqui e me diz: quais apps legais você usa e me indica?

Como disse, é uma longa caminhada pela estrada de pixels. Será melhor se pudermos trilhá-la juntos.

Haja bateria.

Cotidiano

MANIFESTO BOMBOMZISTA

Olá, envelopado leitor. Se você tivesse que pegar o primeiro avião, com destino à felicidade, a felicidade seria… quem?

*REFLITA*

Não precisa responder agora, cola aqui neste pensamento que eu tive:

Amiguinho, tava ali no twitter conversando com meus amiguinhos que tem twitter (LOL) e surgiu a questão: por que o Ouro Branco é tão subestimado?

- Tadinho de mim! :'(
– Tadinho de mim! :'(

Sim, o bombom Ouro Branco. Andando em supermercados, padarias, botecos e outras CASAS DO RAMO a injustiça nos salta aos olhos: por que este delicioso e humilde bombom é vendido só de sacolada, naqueles pacotões sem-graça? Por que para o Ouro Branco não tem nunca embalagens que misturem sensualidade, glamour e sentimentos de comer chocolate sem culpa, como ocorre com o Sonho de Valsa, por exemplo? Na minha modesta, sincera e impoluta opinião o Ouro Branco é o melhor bombom (destes old school, gordinhos) do Brasil. É que eu prefiro chocolate branco, sabe?

Não tenho nada contra o Sonho de Valsa. Não é nem do meu feitio, aliás, ter algo contra bombons. Longe de mim. Mas é um fato e o fato é: o Sonho sempre teve um tratamento mais bacana por parte da INDÚSTRIA CHOCOLÁTICA. É o bombom símbolo dos namorados, sempre tem embalagens fofas e caprichadas em datas especiais. Enfim, é o primo rico do Ouro Branco.

- Sou hype, bite me. u_u
– Sou hype, bite me. u_u
Tentei emular um movimento pró glamurização do Ouro Branco no twitter (minha vida é essa), mas fui logo advertida pelos mais ligeiros: bombom hype é bombom caro. O Ouro Branco enquanto bombom indie e subestimado não sofre as oscilações de humor do mainstream chocolício. Isso é um ponto importante a ser observado. Mas até onde vai a nossa responsabilidade social? Cadê o direito chocomano? Seria a solução manter este bombom nas garagens, não permitir nunca que ele faça sucesso, apenas para nosso bel prazer? Ou devemos dar ao Ouro Branco o que lhe é de direito?

Até quando suportaremos o insosso Sonho de Valsa ter todas as glórias,

SOL LINDO, MIN ADD
SOL LINDO, MIN ADD

Enquanto o Ouro Branco vive à margem da sociedade?

Vem com tudo!
Vem com tudo!

E não me venham com imagens pagãs, teorias conspiratórias e imagens subliminares para incriminar o Ouro Branco ou tentar justificar este silêncio. Não ousem!

Que figura é essa? JOGO DO ADIVINHA
Que figura é essa? JOGO DO ADIVINHA

Por que o que vocês chamam de mensagem subliminar eu chamo de TAPA NA CARA DA SOCIEDADE.

(Ou, em última análise, um pedido de ajuda desesperado. Como proceder?)

Mas não vamos perder o foco. Este é um post denúncia. Até quando, indústria chocolenta? Até quando?

Durma com um barulho deste!!!!

Cinema

ESCOLHENDO O MELHOR FILME

Olá, blindado leitor.

Cara, tô aí com umas novidades pra contar e uma constatação linda para compartilhar. Queres embarcar comigo nesta emoção? S/N

A novidade 01 é que deletei meu tumblr. Sei que esta é uma novidade do nível “grandes bostas”, mas considerando a quantidade de coisa sem utilidade que você lê todo dia no GReader, o que que custa saber de mais uma, né? Para quem “apenas” me seguia no tumblr, sem assinar o feed, fica na maciota que tudo continua do mesmo jeito. Nada mudou, continuamos nos seguindo mutuamente, olha que lindo.

A novidade 02 é que sou a mais nova colaboradora do blog Manchete de Ontem, um blog extremamente belo e informativo, onde usarei quinzenalmente meus dons de jornalistona (quem nunca?) e comentarei de maneira arcaica e sabichona alguma notícia randômica que tenha chamado a minha atenção. Meu dia de escrever é às quintas-feiras e estreio no dia 09. Assina o feed agora, senão depois você esquece.

Te conheço.

O compartilhamento de constatação é simples e casual, porém tenho que fazer um pequeno contexto histórico da coisa toda.

Quem acompanha este surrado blog deve saber que considero Nicolas Cage o pior ator da face da terra. Aquela cara dele, aff.

HIPNOTIZANTE
– HIPNOTIZANTE.

Mas, meu amigo, eu já estou velha, longe de mim perder meu tempo odiando algo que de tão tosco chega a ser divertido. E a fórmula “tosco = divertido = adorável” é clara. No fim dessa conta você acaba desistindo de lutar contra as coisas que “odeia” e passa a se divertir com elas. “Garra” um carinho na pessoa, sabe como é?

Ok. Eu costumo dizer que meu filme favorito do Nicolas Cage é Motoqueiro Fantasma. Por que nele o Nicolas Cage pega fogo.

- Sou eu bola de fogo!
– Sou eu bola de fogo!

E na verdade nem é o filme mais inovador do Cage, já que motoqueiro fantasma tem até no Ceará. Quer dizer.

Mas o fato é que hoje no meu GReader fui surpreendida por uma verdade absoluta até então desconhecida por mim. Foi alguém que compartilhou este screencap de um dos filmes mais valorosos da filmografia extensa e porca de Nicolas Cage.

Amor define este screencap.
Amor define este screencap.

Se você nasceu ontem (oh meudeus, coisa gostosa), eu te dou a dica cultural. Este screen é do filme A Outra Face, de 1997. Na película, John Travolta (muso, razão do meu viver) é um agente de FBI e Nicolas Cage é o bandidão malvado. Por alguma armadilha de satanás que não revelarei (motivo: spoiler + preguiça) eles TROCAM DE ROSTO. Não é maravilhoso? Tipos que eles trocam de FACE e ficam se entretando o filme todo e é puxado de acompanhar, pois os papéis se invertem, etc. E aí meu amigo Eric Franco*, do alto de sua sagacidade e jovialidade pueril compartilha este screen e faz o seguinte comentário:

Melhor atuação do Nicolas Cage na vida. Sabe por que? Por que é o John Travolta.

GENTE. Faz todo o sentido e joga por terra a minha teoria de que Motoqueiro Fantasma é o melhor de Cage. Fiquei aí super na dúvida, qual afinal é o melhor filme do Cage?

O pior filme dele, já sabemos, é Adaptação, por que ele tem um irmão gêmeo no filme.

Sei lá, confesso que me dar conta desta realidade me chocou e estou confusa até agora tentando decidir qual é a melhor fita do Nicolas Cage. Como podem imaginar, ter isto bem claro na minha cabeça é muito importante para mim. Defendo com unhas e dentes as coisas que detesto, mais até do que as coisas que amo.

Se tiver alguma pista, me diga.

*Eric é do blog Zensation Design e mostra as pessoas como aprender a desenhar bem.

Cotidiano

ENSAIO SOBRE A MIOPÍA

Olá, periclitante leitor.

Tendo em vista a popularização do óculos como acessório fashion e da cirurgia de correção de miopía como grande sinônimo de status (mesmo entre os indies), não seria errado sentenciar que no mundo atual o sentimento que nos une é o do amor míope: mal nos enxergamos e já nasce o afeto. Curioso pensar que na dita “sociedade atual” a coisa funciona assim mesmo: usamos o astigmatismo e aquele glaucoma pueril como moeda de troca para que as amizades se mantenham firmes, sem tropeços.

Pois quantas vezes você já não se deparou com a seguinte situação:

Em um dia de muito calor ou até mesmo de muito frio (o clima-tempo não faz diferença nenhuma aqui, na verdade) você está andando pela rua, NA CORRERIA, e vê um vulto que lhe parece familiar. Enfeitiçado pelo magnetismo que é encontrar um rosto conhecido na multidão, você, pequenino sonhador, eterno romântico, prende os olhos no tal vulto e ao menor sinal de completa retenção de fisionomia alheia, já sentencia: CONHEÇO ESSE CABOCLO.

A partir daí, você já não desgruda mesmo o olhar do rosto do seu “conhecido”, buscando na memória quem é mesmo a tal pessoa. Um antigo amor? Raspa de tacho de um coração? Vizinho que saía comprar leite usando calção do Fluzão? Quem, quem será esta pessoa, que você conhece o rosto, mas desconhece o passado?

Como se tivesse caído do céu ou subido do inferno, por certo saiu de algum lugar, quase certeza que veio de Itaquera, quem sabe da Vila Madalena, pelo chapéu SÓ PODE que veio da Augusta.

Então você olha bem e fala: SIM, CLARO! E percebe que a tal pessoa é um astro de cinema, um cantor internacional, uma atriz que já morreu a três anos.

E percebe, chocada, que você teve uma alucinação de paparazzi. Do tipo: vejo celebridade onde não tem. Então vem o gosto amargo da derrota, aqueles cinco segundos em que você questiona sua sanidade mental. Seu rosto se desfigura e vai da alegria ao choque tristonho. Achava ter visto um amigo e na verdade era apenas um lookalike de uma celebridade qualquer. E não bastasse ter que lidar com todo este conflito de sentimentos, ainda há o outro lá. A tal pessoa que você tanto confundiu. Pois, é claro, de tanto ficar olhando pra ela você chamou a atenção. E a tal pessoa fica ali te olhando, toda esperançosa. Somos amigos? Podemos ser?Por vezes esquecemos a caixa de Pandora que é um coração guiado pela miopía. Por vezes esquecemos que não devemos tratar como prioridade quem te trata como imaginação.

A saída é retribuir com um sorriso e escapar o quanto antes. “Escapar o quanto antes”, do latim “sebo nas canelas”. Não é o momento de novas amizades, o cérebro ainda confuso, as vistas fatigadas. O jeito é se conformar e seguir em frente. Isso acontece todos os dias. Não é preciso ter vergonha. Isso acontece o tempo todo.

Se não for isso, acho que vi o Fred Armisen hoje no metrô. E ele sorriu pra mim.

fred armistein

Mullets que Mudaram o Mundo

MULLETS QUE MUDARAM O MUNDO: MACGYVER

Olá, habilidoso leitor.

Contente com o Casamento Real? Ciente das suas responsabilidades neste final de semana? Preparado para as arrumações fora de época? Saudoso de um verão que foi embora e nunca mais voltou, deixando apenas uma insolação e dois tubos vazios de bronzeador?

Meu amigo, você não é o único! Mas você aprendeu a dar nó em pingo d’água, você foi valente quando a vida lhe fez pirraça, você abraçou seu destino e ainda lhe passou a mão na bunda. E isto se deve a quê? Toda esta sua habilidade e todo este seu gingado você deve agraceder não a mim, mas ao cara que te ensinou a fazer uma bomba com um clipe de papel e tinha o penteado mais belo dos mais belos penteados. Você sabe quem é este cara? Eu aposto que sim.

mullets que mudaram o mundo

Pois o homenageado de hoje na seção mais poderosa deste humilde blog (que busca o seu regojizo e o seu brilho no olhar) é ninguém menos que o cara que tornava raio laser visível com fumaça de cigarro e desarmava mísseis com auxílio de um clipe, entre outros feitos maravilhosos e inesquecíveis.

É claro que estamos falando dele, o mullet mais engenhoso da história do cinema: o único, o fabuloso, o diy/pap MacGyver!

Oi gente, o que acharam desse estilo? RISOS

Em primeiro lugar é preciso deixar claro que aquele boato de que MacGyver escapou do deserto usando apenas uma laranja (a laranja tem vitaMINA, ele pegou a mina e explodiu, causou um terreMOTO, pegou a moto e foi embora) não passa de uma piada muito ruim e eu jamais faria uma piada tão besta aqui no blog.

Dito isto, vamos falar um pouco da história de um dos mullets mais aventureiros da história? Vamos! o/

Os mais novos podem pensar: seria MacGyver um Jack Bauer com mullets? Mas o fato é que o ídolo de infância dos balzaquianos tem bem mais gingado que Bauer, visto que lutava sempre sem armas, usando apenas objetos bestas para se defender. O diferencial é que nas mãos de MacGyver, tudo era perigoso.

MacGyver era o nome original do seriado americano que passou no Brasil entre a década de 80 e 90, com o nome de Profissão: Perigo. Angus MacGyver, protagonista da série, era um agente secreto que não usava armas e se virava nos 30 contra o crime usando apenas seus conhecimentos científicos, algumas engenhocas e seu amado canivete. Mais fálico, impossível; você vai dizer. Mas você diz muita coisa. Continue lendo.

macgyver
– Um cara interessante.

Como o herói de Profissão: Perigo mudou o mundo? Ora, é fácil. Em parte por seu charme e inteligência, em parte por seu penteado fabuloso, MacGyver foi febre mundial na década de 80, dando origem ao chamado “macgyverismo”, a arte marota de se virar com o que se tem. Aqui no Brasil, “Profissão Perigo” virou uma expressão comum e um grande clichê do jornalismo – com reflexos até hoje, se formos considerar o policialesco Profissão Repórter.

Diz a lenda que todas as engenhocas criadas por MacGyver podiam mesmo ser feitas em casa, com os mesmos utensílios. Os roteiristas só tomavam o cuidado de não mostrar todas as etapas de fabricação dos cacarecos, para evitar que crianças imitassem o mulleteiro e se lascassem bonito. Algumas das traquitanas mais legais do MacGyver:

  • Parou um vazamento de ácido com barras de chocolate.
  • Criou um tiroteio “por controle remoto” para distrair o inimigo, usando um rifle, fósforos, elástico e galho de árvore.
  • Amassou um cano de uma pistola de sinalização para transformá-lo em foguete de empuxo.
  • Redirecionou um laser com a lente do binóculo até o raio atingir a própria fonte.
  • Ergueu uma viga dando nó em uma mangueira contra incêndios.
  • Transformou cápsulas de remédio e sódio metálico em uma pequena bomba.

Só pra citar os mais simples de explicar.

Em seu auge a série passava na Globo e MacGyver tinha a mesma voz do He-Man, o que sem dúvida contribuiu decisivamente para que ele se tornasse um ícone daquela geração. Profissão: Perigo, como queiram, teve sete temporadas e parou de ser produzida em agosto de 1992. Em 1994 foram feitos dois filmes da série:Lost Treasure of Atlantis e Trail to Doomsday. Há quase exatamente um ano atráshouve boatos de que finalmente sairia um novo filme do MacGyver: os roteristas já tinham sido escolhidos. Mas a conversa parou por aí e por enquanto temos que nos contentar com a mais recente homenagem ao astro na comédia MacGruber,baseada em um quadro de sucesso do Saturday Night Live.

Pra quem tem muita saudade, a série Profissão: Perigo passa atualmente no canal TCM, às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20hs. Mesmo pra quem não conhece a série, é uma boa pedida, pois como diria o próprio MacGyver… “Não machuca adquirir um pouco de cultura na vida”. Ainda mais se esta cultura vier envolta em belos, macios, sedosos e sedutores mullets aloirados.

- Eu ri.
– Eu ri.